Reabilitação e sustentabilidade... De edifícios!

14 | 09 | 2011
Reabilitação e sustentabilidade... De edifícios!  

Os edifícios mais antigos e históricos representam mais de metade dos existentes na maioria dos países. A Reabilitação e reutilização adaptativa destes edifícios preserva intemporalmente a energia incorporada e o capital humano já dispendido na sua construção.

Para a história dos países, e das cidades em particular, a Reabilitação é uma forma de mostrar a evolução da humanidade, através da arquitectura e arte das edificações e dos materiais aplicados na sua construção. Reabilitar edifícios é uma boa prática ambiental e salienta mormente a importância do valor da preservação histórica na promoção global da sustentabilidade económica, ecológica e social da comunidade onde estes estão inseridos.

A construção civil é o sector da economia com maior impacto ambiental, sendo utilizados nesta actividade cerca de 50% dos recursos materiais extraídos da natureza, originando por sua vez mais de metade dos resíduos sólidos produzidos. A Reabilitação nesta componente induz a menores consumos de energia na produção e aplicação de produtos na construção, reduzindo as emissões de CO2, bem como o uso de materiais tradicionais e naturais, por oposição ao uso de materiais industriais (artificiais).

Economicamente, o valor da preservação da construção é mais rentável do que a demolição e reconstrução do espaço, tendo em linha de conta não só o custo associado, bem como os benefícios inerentes à gestão ambiental, aos consumos energéticos e à valorização patrimonial.

A Reabilitação para se tornar num processo sustentável é necessário um planeamento e uma rotina na realização dos projectos. Assim, foram criados sistemas para permitir intervenções com indicadores aplicados às condições existentes, conhecidos como "certificações verdes” dos espaços preservados, dos quais se destacam o LEED (EUA - sistema de pontuação para classificar um edifício em três níveis: ouro, prata e platina); o HK-BEAM (Hong Kong - fornece um ranking da qualidade de construção com um rótulo, em que o edifício pode ser novo, renovado ou já em uso); e o BREEAM (Inglaterra - utilizado para avaliar o desempenho ambiental dos edifícios novos e antigos).

Os sistemas acima mencionados registam os impactos da intervenção urbana visando a sua integração na eco-gestão de produtos, sistemas e processos de construção, o que associado ao controlo de resíduos, uso e operação de espaço construído, permite a minimização do consumo de energia e faculta um adequado conforto térmico, acústico e infra-estrutural.

Em suma: é necessário que o Estado e os proprietários particulares tenham consciência da necessidade e das vantagens em termos ambientais, culturais e económicos da Reabilitação dos edifícios. O património tem que ser salvaguardado, tendo no entanto como premissa a utilização de materiais com as características adequadas à sua caracterização. Last but not least, os custos associados a este tipo de intervenção inferem a um aumento da valorização do imóvel, que é quase sempre muito superior ao custo da sua reabilitação.

A este respeito, a DHV concluiu recentemente a renovação no seu edifício sede na Holanda que permitiu a passagem de uma classe energética G para A, com uma consequente redução nos consumos de gás e electricidade superiores a 30%.

Quer reabilitar um edifício e não sabe como? Contacte-nos!

Info: Carlos Gomes (carlos.gomes@dhv.pt)