Como reduzir os odores da sua actividade?

14 | 09 | 2011
Como reduzir os odores da sua actividade?  

O odor é um parâmetro cuja avaliação integra, na sua medição, uma vasta quantidade de compostos químicos que, apesar de não estarem presentes em concentrações que podem ter efeitos nocivos na saúde humana, provocam impactes na envolvente das respectivas fontes emissoras, em termos de incomodidade humana, por via da sua percepção pelos indivíduos.

A temática dos odores não se encontra regulamentada em Portugal aguardando-se a publicação de legislação Europeia neste domínio. Sem prejuízo deste facto, impõe-se a necessidade de identificar e actuar, se necessário, sobre os impactes que determinado tipo de instalações induzem sobre a qualidade de vida das populações presentes na sua envolvente, nomeadamente no que respeita a ETAR, instalações de tratamento de resíduos urbanos, instalações agro-pecuárias, indústria da celulose e do papel, entre outras, de forma a minimizar o incómodo para as populações, associado à percepção de odores relacionados, maioritariamente, com a presença na atmosfera de ácido sulfídrico, mercaptanos e amónia.

A caracterização de situações de incomodidade por odores, incluindo a sua avaliação face a normativos existentes, envolve a análise de três aspectos distintos, embora complementares entre si: uma adequada caracterização das fontes emissoras, a estimativa dos níveis de odor com recurso à modelação matemática (modelos de simulação da dispersão atmosférica à escala local) para a obtenção de valores de concentração horária de odores e a monitorização factual dos níveis de odor com recurso à utilização de sensores analíticos e olfactómetros de campo (técnicas olfactométricas).

A estimativa das concentrações horárias de odores num ano permite calcular os parâmetros estatísticos necessários para comparação com os limites estabelecidos na legislação international, nomeadamente na legislação holandesa e alemã, consideradas actualmente como referencial de análise.

A DHV tem larga experiência na avaliação de situações de incomodidade resultantes da emissão de odores e na determinação de eventuais medidas de minimização das emissões e concentrações de compostos odoríferos e consequente incómodo da população envolvente. Contacte-nos!

Info: Edgar Carvalho (edgar.carvalho@dhv.pt)